quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Posted by Demétrio Melo | File under : , , ,
Hoje faz 40 anos do famigerado Golpe de Estado que depôs o governo progressista e democraticamente eleito de Salvador Allende no Chile. Na manhã chuvosa do dia 11 de Setembro de 1973, o General Auguste Pinochet com apoio dos EUA, implantou uma das mais sangrentas ditaduras. O palácio La Moneda foi bombardeado pelas forças armadas chilenas que traindo o seu povo e sua tradição, depuseram o então presidente eleito.
O golpe no Chile faz parte de um programa implantado para a toda a América Latina de apoio do governo americano à derrubada de todos os governos ditos de caráter popular. Desta mesma forma processou-se na década de 1970 várias sangrentas ditaduras sob tutela estadunidense. Os únicos três países que ainda mantinham estados de direitos eram Chile, Colômbia e Venezuela. Toda a América estava mergulhada na violência, censura, repressão, torturas e morte, muitas mortes...
Salvador Allende era um homem como poucos no mundo. Sabia muito bem de seu propósito como líder na História do Chile e do mundo. Sua memória representa o desejo de uma América Latina verdadeiramente livre do imperialismo americano. Ele foi eleito pela Unidade Popular, uma aliança de partidos políticos socialistas, de esquerda e progressistas do Chile.
Este é um bom exemplo do que os EUA são capazes de fazer para garantir seus interesses, nem que para isso tenha que treinar orgãos como a DINA, a polícia secreta do regime ditatorial de Pinochet para cometer as piores atrocidades que se possa imaginar a um ser humano.
Assim como no Brasil, o Chile ainda tem que conviver com vários torturadores e assassinos que continuam livres sem responder pelos seus crimes. Eles devem ser caçados e punidos por terem compartilhado do extermínio ensinado pelos americanos.
De acordo aos relatórios da Comissão de Verdade e Reconciliação (relatório Rettig) e a Comissão Nacional sobre Prisão Política e Tortura (relatório Valech), a cifra de vítimas diretas de violações aos Direitos Humanos no Chile, ascenderia, pelo menos, a cerca de 35 000 pessoas, dos quais cerca de 28 000 foram torturados, 2279 deles executados e cerca de 1248 continuam como detidos desaparecidos. Para além disso, cerca de 200 000 pessoas iriam para o exílio e um número não determinado (de várias dezenas de milhares) teria passado por centros clandestinos de detenção. (Este parágrafo foi retirado da Wikipédia).
Logo abaixo um emocionante filme sobre este período chamado: Chove sobre Santiago.


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